O que fazer em Porto de Galinhas


Porto de Galinhas é daqueles lugares que você chega e se sente acolhido como se estivesse em casa. Localizada no município de Ipojuca, a 70 quilômetros de Recife, Porto de Galinhas é emoldurada por piscinas naturais com águas mornas e transparentes repletas de peixinhos coloridos e jangadas deslizando de um lado para o outro na maré baixa que compõem um cenário lindo!

 

Para aqueles que gostam de um pouco mais de emoção, Porto também tem praias com ondas fortes, como Maracaípe, que são ótimas para os amantes de surf e prática de outros esportes como esqui aquático, wakeboard e jet-ski.

 

O que atrai a grande maioria dos turistas a Porto são as piscinas naturais, mas a riqueza de atrativos e opções de lazer da região surpreende. São vários tipos de passeio: Passeios de buggy, barco, jangada ou a cavalo, que quase sempre emoldurados por coqueirais, areias brancas e um mar de nuances ora verdes, ora azuis.

 

Praia de Porto de Galinhas

 

No centro da vila, andar a pé é melhor maneira para conhecer e conferir de perto o artesanato produzido pelos nativos: Bordados, redes, mantas, moda feminina/masculina, bijouterias, decoração… A gastronomia também não fica para trás e ocupa lugar de destaque, com restaurantes que oferecem pratos à base de frutos do mar e também da cozinha regional.

 

A vida noturna por lá também é bastante agitada! Nos bares, a música rola solta até altas horas. Todos os estilos têm vez, do forró ao eletrônico, a ideia é não deixar ninguém parado.

 

 

COMO CHEGAR

 

 

O aeroporto mais próximo é o de Recife, que fica a 53 quilômetros. Então é necessário mais uma condução para chegar até Porto de Galinhas. Você pode ir de carro ou ônibus até lá. Optamos por alugar um carro em Recife para chegarmos lá, e assim termos mais comodidade para nos deslocarmos na Vila e não ficarmos na dependência de táxi para irmos às praias.

 

De carro

– Vindo do Norte ou de Recife:

BR-101 (sentido Litoral Sul, até Cabo de Santo Agostinho), Rota do Atlântico (com pedágio), PE-038 e PE-009.

BR-101 (sentido Litoral Sul, até Cabo de Santo Agostinho), PE-060 (até Ipojuca), PE-038 (até Nossa Senhora do Ó) e PE-009.

– Vindo do Sul: acesso pela BR-101 (sentido Litoral Norte, até o município de Escada), PE-060 (até Ipojuca), PE-038 (até Nossa Senhora do Ó) e PE-009

**Use sempre o auxilio de um GPS de sua confiança. Certifique-se de que está tudo ok com seu veículo e sempre que tiver dúvidas pare em um lugar seguro para perguntar.

 

De ônibus

A viação Cruzeiro (81-2101-9000) faz a linha Recife-Porto de Galinhas. Há ponto para embarque de passageiros na saída do aeroporto de Recife.

 

 

O QUE FAZER EM PORTO DE GALINHAS

 

 

O que não falta em Porto são opções de passeio! Seja por terra ou mar! Os passeios são as grandes atrações de Porto de Galinhas. Os de bugue permitem conhecer grande parte das praias, enquanto as jangadas levam às piscinas naturais repletas de peixes coloridos. Já os barcos apresentam a deserta ilha de Santo Aleixo, perfeita para mergulhos profundos. O passeio para a Praia dos Carneiros também é uma ótima pedida! Ao passear pela vila, você será abordado por diversas agências lhe oferecendo um leque de opções. Pesquise bastante antes de reservar para que seu passeio não se torne uma furada. Geralmente as pousadas dão dicas de agências confiáveis. Fique bem atento ao nível das marés. Essa informação é fundamental caso vá fazer o passeio das piscinas naturais.

 

Alguns dos principais passeios:

 

Passeio de jangada às piscinas naturais – Jangadas coloridas partem da praia da vila – em frente à Praça das Piscinas Naturais, no centro – e levam às piscinas formadas na maré baixa, (fique atento à tabua de marés para saber o melhor dia e hora para passear). A viagem até os recifes e corais dura cerca de 10 minutos. Para aproveitar ao máximo o mergulho em meio aos peixes coloridos é bom ter em mãos máscara e snorkel – normalmente, as jangadas já oferecem o kit. Chegue antes de a maré baixar para aproveitar o passeio. Cada jangada leva até 6 passageiros.

 

Jangada até as piscinas naturais
Mapa do Brasil nos corais
Mergulho nas piscinas naturais
Peixinhos

 

Passeio de catamarã até a Praia de Carneiros – O passeio começa em van ou ônibus até o ponto de embarque do catamarã (a volta é pela estrada). Antes de chegar à bela Praia de Carneiros, há paradas em bancos de areia, piscinas naturais e para banho de argila. Reserve um dia para esse passeio. Geralmente saem às 9h e retornam às 15h. Os valores variam a média de R$ 50,00 por pessoa.

 

Praia dos Carneiros
Praia dos Carneiros

 

As Praias de Porto de Galinhas – Porto de Galinhas ofece 12km de praia e algumas são protegidas por recifes de corais, formando piscinas naturais que proporcionam relaxantes mergulhos. É o caso de Muro Alto, considerada uma das mais paradisíacas da região. Já a que dá nome à vila é ponto de partida para os passeios de jangadas que levam aos aquários naturais. Ao Sul, os destaques são Serrambi e das Cacimbas, com pequenas grutas escavadas pelas ondas, além de Maracaípe, repleta de surfistas em busca de boas ondas.

 

Como as praias ficam afastadas uma das outras, a dica é alugar um buggy ou um carro. Para quem tem pouco tempo ou pretende apenas se situar para voltar com mais calma às que mais gostou, o passeio de buggy “ponta a ponta” leva a boa parte delas em apenas um dia. Mas as paradas são rápidas para dar conta do roteiro.

 

Pôr do sol em Maracaípe
Pontal de Maracaípe

 

** Não deixe de ir ao Pontal de Maracaípe ver o Pôr do Sol. É maravilhoso!

 

Passeio de jangada pelo rio Maracaípe – O passeio leva às áreas de mangue e de preservação do cavalo-marinho, um dos símbolos de Porto de Galinhas. No acesso para a praia de Serrambi fica a sede do Projeto Hippocampus, de proteção da espécie. No local há exposição de aquários com cavalos-marinhos encontrados na região. O passeio tem sido bastante procurado para o pôr do sol. Não por acaso, a Associção dos Jangadeiros criou um passeio especial às 16h30, quando as jangadas são decoradas com motivos românticos e  abastecidas com espumantes.

 

Passeio de barco

 

Passeio de buggy – Em Porto de Galinhas, os buggy não percorrem longos trechos à beira-mar. O trânsito pela areia é proibido o único trecho em que entra na praia é nos últimos 500 metros antes do Pontal de Maracaípe. Para quem está sem carro, é uma opção para conhecer as praias mais afastadas. O passeio “ponta a ponta” leva a Muro Alto, Pontal do Cupe e Maracaípe, terminando no Pontal do Maracaípe. O tour dura cerca de quatro horas, com paradas para banho.

 

Praia de Maracaípe
Praia do muro alto
Praia de muro alto

 

Os carros partem do centrinho da vila, da Associação de Bugueiros.

 

 

ONDE FICAR

 

 

Porto de Galinhas tem inúmeras opções para todos os gostos e bolsos. Ficamos hospedados na Pousada Xalés de Maracaípe e não poderíamos ter feito melhor escolha! A pousada fica um pouco afastada do “centrão”, localizada na beira da praia de Maracaípe, a 3 km do centro de Porto de Galinhas. É o lugar perfeito para quem gosta de sossego e natureza. Tem um enorme espaço ao ar livre, muitos bichinhos fofos, é de frente para o mar, o café é incrível e a gastronomia também! Além de a equipe da pousada ser maravilhosa, todos muitos atenciosos. Quartos confortáveis, limpeza impecável e local muito agradável. Saímos de lá encantados e com vontade de morar lá! Hahaha

 

Pousada
Pousada
Pousada

 

Site da pousada: http://www.xalesmaracaipe.com.br/

 

 

QUANDO IR

 

 

A alta temporada vai de se setembro a abril. Nos meses de verão, a oferta de passeios é maior, assim como o movimento nas praias, na vila e nas piscinas naturais. Entre abril e julho, as chuvas são intensas, entretanto, as temperaturas continuam bem altas e é possível conseguir bons descontos na hospedagem e na alimentação. Em março e agosto também chove. Fomos em maio/2016 e conseguimos aproveitar bastante, mas veja qual é a melhor opção para você.

 

Tábua de Marés – Informação MUITO INPORTANTE!

 

Essa informação acredito que seja fundamental no planejamento da sua viagem a Porto de Galinhas. Ir à Porto e não visitar as piscinas naturais é como não ter ido. Por ser o grande atrativo da região, muitos jangadeiros agem de má fé e apenas vendem o passeio, não se importando se você vai conseguir aproveitar ou não. Nem sempre você conseguirá aquelas fotos de internet com águas cristalinas e vários peixinhos. É preciso se atentar aos detalhes a seguir:

 

Olho na tábua –  As piscinas naturais só aparecem na maré baixa. A vazante faz com que a água fique represada nos recifes, que se transformam por três ou quatro horas em aquários (ou pelo menos grandes tanques). A pegadinha está no fato de que o horário das marés não é constante. Todo dia a mudança das marés ocorre entre 30 e 45 minutos mais tarde do que no dia anterior. Se num domingo a maré mais baixa ocorrer às dez da manhã, na terça-feira vai ocorrer entre onze e onze meia. Onde você encontra essa informação? Na tábua das marés. Os hotéis dos lugares com piscinas naturais normalmente exibem a tábua das marés na recepção. Você pode buscar essa informação online, nos sites de previsão do tempo ou no próprio site da Marinha.

 

É de lua – Quanto mais seca a maré, mais cristalina fica a água das piscinas. E você sabia que o nível das marés varia conforme a lua? Nas luas cheia e nova o movimento das marés é mais radical. Já nas luas crescente e minguante a diferença entre as marés é pouca; os nordestinos chamam este fenômeno de “maré morta”. A visita às piscinas naturais fica bem menos impressionante nesta época (em alguns lugares elas nem aparecem). Para tirar melhores fotos, faça o passeio das piscinas numa maré baixa em época de lua cheia ou nova. Veja na tábua das marés o nível mínimo do dia – se houver algum dia com nível entre 0,1 e 0,3, não deixe de marcar o seu passeio. A maré deve estar abaixo de 0,8. Já com a maré acima de 1,5, não é aconselhável o banho.

 

Chegue antes – Você encontra as piscinas naturais entre uma hora e meia antes e uma hora e meia depois do nível mínimo da maré baixa. Procure chegar antes de a maré atingir o nível mínimo: a água estará mais límpida. Quando a maré volta a encher (imediatamente depois de atingir o nível mínimo), a água fica mexida e entram impurezas. Para calcular direito o horário da chegada, não se esqueça de levar em conta que o traslado de barco entre a praia e piscina natural pode levar até meia hora, dependendo do lugar.

 

Passeio, sim; viagem, não -Desaconselho deslocamentos longos só para ir a piscinas naturais. Não vale a pena passar duas horas, duas horas e meia num ônibus para ir (e outras tantas para voltar) só para fazer um passeio de barco. Muitas vezes o tempo muda no caminho, e você se desloca (e paga caro) à toa. Aproveite as piscinas naturais da região onde você está. Deixe para visitar as outras piscinas naturais do estado quando você viajar especificamente para o outro lugar.

 

Choveu? Nublou? Passe – É roubada fazer passeio a piscinas naturais na época de chuvas (abril-julho). A água não vai ficar nem remotamente parecida com a que mostram nas fotos. Mesmo na época mais seca, o passeio fica bastante prejudicado depois de eventuais chuvas torrenciais, que mexem demais a água. Dias nublados também são inúteis para esse tipo de passeio. A transparência das piscinas só é vista com sol alto (de preferência, a pino). Incidência lateral (de manhã cedíssimo, meio da tarde) também não ajuda.

 

Tamanho não é documento – As maiores piscinas sempre são as mais desejadas – e por isso mesmo, as mais cheias. Não se deixe levar somente pela fama. Se lhe oferecerem piscinas naturais menos conhecidas, porém mais próximas de onde você está, vá nessas. Você vai ter menos companheiros, a água não ficará turva e não vai correr o risco de se sentir num banho coletivo.

 

Piscinas à beira-mar – Nem todas as piscinas naturais ficam no meio do mar. Algumas represam a própria praia na maré baixa, proporcionando banhos de mar maravilhosos.

 

 

OUTRAS INFORMAÇÕES

 

 

Bancos em Porto:

Banco do Brasil, Bandepe, Itaú, Bradesco e 24 Horas (Posto Texaco).

 

Com todas essas dicas é só preparar um bom roteiro e aproveitar! Boa Viagem!

 


Este artigo foi escrito por: Fernanda Rodrigues

 

Fernanda Rodrigues

Fernanda Rodrigues, 27 anos, natural de São Gonçalo – RJ, estudante de Administração de Empresas, se encantou pelo prazer de viajar através do namorado Alex Jonathan, 27 anos, natural de São Gonçalo – RJ, formado em Tecnologia da Informação.

Ela, apaixonada por fotos e pela natureza. Ele, apaixonado por esportes e com uma vontade enorme de explorar novos horizontes. Não poderia ter combinação melhor!

Juntos descobriram a paixão por viagens, trilhas e esportes. Hoje colecionam fotos, experiências e momentos inesquecíveis! Esperam viajar muito, conhecer outros países, culturas e poder compartilhar tudo com outras pessoas.

IG Pessoal: @fcrodriguescs

 



 

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