Roteiro de 8 dias pelo Norte da Argentina


Preparamos um roteiro de 8 dias pelo Norte da Argentina afim de ajudar quem procura dicas para aproveitar ao máximo sua viagem!

 

Porque o Norte Argentino?

 

Somos apaixonados por cultura, natureza, história, gastronomia. Nossa primeira viagem foi para o Peru, um sonho realizado, somos encantados com a cultura do povo Quechua e seus reis Incas e Cusco é conhecido como o umbigo do mundo, sendo o centro do Império Inca e Machu Picchu a cidade perdida dos Incas que é incrivelmente rica, bem, mas estamos aqui pra falar do Norte Argentino

 

Aí vocês perguntam: O que tem a ver o império Inca lá de Cusco com o Norte Argentino?

 

Tem tudo a ver!!! Porque o Império Inca era enorme, abrangia vários países da América do Sul, e a Argentina é um deles. O maior império da América pré-colombiana. O centro da  administração política e forças armadas ficavam em Cusco. E era de domínio incaico uma grande parte do oeste da América do Sul, centrado na Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia.

 

Essa viagem juntou o útil ao agradável, porque eu (Érica) estava indo para um congresso de Neurociências (FALAN) em Buenos Aires com duração de cinco dias, então eu, Raoni e nossos amigos do meu trabalho ( 15 pessoas ) curtimos Buenos Aires 6 dias, depois eu e Raoni já tínhamos planejado ir para o norte, emendando a viagem, duas em uma rsrsrs. Total de 14 dias na Argentina.

 

Bem, fomos em Outubro, chegamos no dia 16 (Domingo) pela manhã em Buenos Aires e partimos dia 21 de outubro (sexta feira) para Salta que é capital da província (estado) de Salta, nossa primeira incrível parada.

 

 

LOCALIZAÇÃO

 

 

Salta na verdade é uma base para que se chegue ao circuito turístico com facilidade, tem entre 400 e 500mil habitantes, tipo “Cusco e o Vale Sagrado”, a partir de Salta, rumando para o Norte temos o circuito da “Quebrada de Humahuaca” (caminho para Bolívia) com suas montanhas multicoloridas e vilarejos e ao Noroeste “Salinas Grandes”, “San Antonio de Los Cobres” (caminho para o Atacama – Chile), e o famoso “Tren a las Nubes”. E ao Sul de Salta podemos citar “Cafayate” (vinhos de altitude) e a exuberante “Quebrada de las Conchas” (parece o Colorado nos EUA), “Quebrada de las Flechas”, “Cachi” (Parque Nacional Los Cardones) e ainda Tucuman e Ruínas de Quilmes. UFA!!! Muita coisa pra ver em pouco tempo.

 

 

ROTEIRO

 

 

Dia – 01 (Sexta) SALTA

Bem, pegamos um voo doméstico de Buenos Aires a Salta no final da manhã para aproveitarmos o primeiro dia, o voo tem duração de mais ou menos duas horas. Pesquisamos várias opções de transporte para essa ida, tem ônibus que sai de Buenos Aires, tem Trem também (20 e tantas horas), mas, preferimos ir de avião pelo tempo que nós tínhamos, 8 dias e claro, pela comodidade, afinal tínhamos acabado de sair de uma viagem e eu além da viagem, um congresso a trabalho.

 

Praça principal de Salta

 

Pesquisamos muito, perguntamos para pessoas de lá sobre o tipo de transporte, a dica que nos deram era que , demora muito pra ir de ônibus/trem e esses não são confortáveis, amamos “mochilar” mas para uma distância de mais de 1400 km não dá rsrsrs deixamos pra “mochilar” na “Quebrada de Humauhaca” rsrsrs.

 

Chegamos as 16h em Salta, no aeroporto perguntamos ao guarda quanto sairia um táxi até o centro, aeroporto de Salta ao centro foram 130 pesos aproximadamente (uns R$35, 15km, meia hora). Há opções para se alugar um carro, havíamos escolhido esta opção mas Raoni perdeu a habilitação uma semana antes da viagem. Então a única coisa que deu pra fazer foi sentar no primeiro restaurante (com wifi) e pedir um bife de chorizo com “pure de papas” e empanadas saltenhas de entrada (não dá pra enjoar é bom demais) enquanto procurávamos um hostel/hotel/pousada nos sites especializados rsrs, sim deixamos pra ver os hotéis na hora (não façam isso sempre). Em Buenos Aires tentamos o airbnb que é “mara”, mas acabou que,  não tivemos tempo, pois estávamos aproveitando a cidade.

 

No próprio restaurante listamos algumas opções ali por perto enquanto a comida era preparada, nos quarteirões próximos verificamos umas 3 opções (sem vagas) e nos instalamos na 4ª, “Hostel Nuevo Puesto”, 600pesos com banheiro no quarto, pessoal super atencioso, ambiente agradável, lá mesmo oferecem alguns passeios porém, como era sexta a tarde, não conseguimos encaixe em nenhum lugar para o sábado (isso mesmo, nem era temporada), procuramos também pela cidade e tivemos que ficar o sábado em Salta. Nesse primeiro dia após nos instalarmos no hostel jantamos num restaurante na praça principal (aceitam cartões) e ficamos por ali nos ambientando.

 

Dia 2 (Sábado) SALTA

Já tínhamos em mente que primeiro iríamos ao norte de Salta (Província de Jujuy), objetivos eram visitar “Salinas Grandes”, “Purmamarca”, “Tilcara”, “Humahuaca” e “Iruya”, no caso, pelo pouco tempo trocamos “Iruya” por “San Antonio de los Cobres” explicamos o por que.

 

Não conseguimos vaga para nenhum passeio a “Salinas Grandes” já no sábado, neste passeio fica uma dica muito importante, contratamos um passeio (que dura o dia todo) e ficamos por lá mesmo, em “Purmamarca”, pois a volta (uns 180Km) dura umas 6 horas (começa umas 8h e retorna as 20h) fica pesado, deixamos a mochila de carga no hostel de Salta (todos oferecem essa opção gratuitamente). Então contrate um passeio a “Salinas Grandes” e diga que vai ficar em “Purmamarca” e explore a região partindo dali.

 

Ficamos o sábado em Salta, para aproveitar a cidade e já conhecer talvez um dos pontos altos do roteiro o Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM), parada obrigatória pra quem visita Salta.

 

Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM)

Nesse museu está presente a exposição das três múmias incas . Gente!! Sério… O museu mais incrível que fomos, de arrepiar, ainda mais pra quem já foi a Cusco e Machu Picchu, ir a esse museu e conhecer essas crianças que foram da família Inca, é como se voltássemos á Cusco e no tempo. O Museu de Arqueologia de Alta Montanha, está localizado no centro da cidade de Salta. Nele mostra a história da civilização inca e de civilizações pré-incaicas.

 

Entrada do Museu

 

Acontece nesse museu a exibição rotativa de uma das três múmias (Cada uma fica 6 meses em exposição, as outras duas ficam em câmara de -20graus) conhecidas como “Crianças de Llullaillaco” foram encontradas uma adolescente de 15 anos (“A Donzela”), um menino de 7 anos e uma menina de 6 “La niña del Rayo”, foram descobertas no ano de 1999 no topo do vulcão Llullaillaco (6.739m de altitude). Elas têm mais de 500 anos e são as mais conservadas do mundo! Essas crianças foram do povo quechua, crianças nobres de família Inca, deixadas nas montanhas para se juntar aos seus ancestrais. No nosso caso ficamos frente a frente com “La niña del Rayo”. Você fica facilmente mais de 2horas no museu, um dos melhores da América Latina. Depois dessa chuva de cultura e história, voltamos ao hostel.

 

Penâ Saltenha

A noite saimos para curtir a noite Saltenha, e que noite !!! Fomos á um restaurante típico de PENÂ SALTENHA, Peñas são bares onde existem apresentações de músicas típicas, um pouco parecida com a dança típica Gaúcha. A maioria delas está na Calle Balcarce, a mais famosa  “La Casona del Molino” fica na Calle Luis Burela nº 1, é conhecida na cidade por ser a mais tradicional. São vários ambientes. As ruas são todas enfeitadas, alegres, cheia de esculturas de cáquitos gigantes (Cordones) e foi na chamado Peña Los Cordones que ficamos (indicações no hostel), jantamos , tomamos o vinho saltenho e de Cafayate, curtimos muito as apresentações!!, fica na rua Balcare 885. Muito bom!!

 

Pena Saltenha

Pena Saltenha

 

Dia – 03 (Domingo) Passeio para as SALINAS GRANDES, passando por SAN ANTONIO DE LOS COBRES (QUEDANDO EN) PURMAMARCA

Bem, para o domingo conseguimos contratar o passeio para “Salinas Grandes”, para ficar em “Purmamarca” de Salta até lá, paisagens incríveis. No caminho fizemos algumas paradas para fotos e contemplação da paisagem, paramos na  “Quebrada del Toro”!  Onde têm os “Cordones” gigantes (cáquitos) e muitas montanhas coloridas! Caminho onde passa o Tren de las Nubes ! Apaixonante.

 

Quebrada del Toro Cordone

 

O passeio incluía um almoço a mais de 4.000m de altitude em “San Antonio de Los Cobres”, um povoado típico andino, essa cidade fica a 150km do Deserto do Atacama no Chile, dá pra sentir o clima desértico, frio e sol ardente ao mesmo tempo, depois do almoço partimos para Salinas Grandes. Dica, de Salta à San Antonio de los Cobres são aproximadamente 4h, você nem percebe, importante levar  água, protetor solar, protetor labial (os lábios queimam) e folhas de coca ajudam com o mal da altitude, em alguns momentos ficamos “muy mareados”.

 

San Antonio de Los Cobres
Igrejinha em San Antonio

 

Salinas Grandes é o nome de uma salina das províncias argentinas de Salta e Jujuy, localizada no Altiplano. Elas se estendem por uma área de 212 quilômetros quadrados a 3450 metros acima do nível do mar. A origem das Salinas Grandes de Jujuy e Salta é de um período de 5 a 10 milhões de anos. Nesse tempo as salinas foram cobertas com água com lotes de sais de atividade vulcânica, diferente de um salar que é de origem marinha. A evaporação gradual dessa água salgada deu origem a esta salina que tem uma crosta cuja espessura média é de 30 cm.  O deserto de sal não estava totalmente branco porque não choveu nos últimos dias. Gente que lugar lindo, brincamos bastante fazendo as  fotos com a ilusão de ótica que o deserto  imenso proporciona. Não se empolgue em correr e falar muito, isso  pode fazer passar mal com a altitude.

 

Salinas Grandes
Salinas Grandes
Salinas Grandes
Diversão na certa

 

Após a saída das Salinas partimos para Purmamarca, onde esta localizado o “Cerro de 7 Colores”, então ao chegar em Purmamarca despedimos do grupo que retornaria a Salta (que por sinal são sempre pessoas gente “boíssimas”) e  procuramos hostel (de novo na hora rsrsrs), achamos um aconchegante e em frente a um dos Cerros (600 pesos banheiro e wifi), já eram umas 19h,  saímos para comer (poucas opções e só aceitam dinheiro) e conhecer um pouco o vilarejo com sua construções em adobe e o clima quase que desértico. Uma  delícia acordar naquele lugar, essa é uma dica que acho muito boa, ir peregrinando e dormindo nesses vilarejos, experiência realmente rica.

 

 

Dia – 04 (Segunda) PURMAMARCA; TILCARA

Aqui em Purmamarca começamos um mochilão de peregrinação, melhor experiência…Purmamarca fica na província de Jujuy

 

Purmamarca

 

Dormimos em Purmamarca para ver o sol nascer do “Cerro de 7 Colores”, fizemos um trekking tranquilo em volta do vilarejo (vale a pena). As sete cores são decorrentes de uma história geológica, na qual sedimentos marinhos, lacustres e fluviais elevados, ao serem movimentados pelas placas tectônicas, se sedimentaram, formando a incrível paisagem como se fosse uma tela de pintura.

 

Cerro de 7 Colores

 

Acordamos bem cedo para assistir o sol subindo pois sabíamos que os melhores horários para boas cores nas montanhas são ao amanhecer e entardecer. Não havia nenhuma movimentação de comércio para fazermos o desjejum até por volta de 9h, quando conseguimos tomar um café e comer algumas empanadas em um clima muito gostoso, tudo começando aos poucos e devagar enquanto isso ficamos aos arredores do vilarejo contemplando e fazendo muitas fotos. Existe uma feira permanente na pracinha com os tecidos típicos da região, tem de tudo ali, com bom preço.

 

Cerro de 7 Colores
Lugar incrível
Uma das trilhas

 

Escolhemos Tilcara como base que também é um vilarejo pitoresco com marcante e influente cultura inca, onde já há um pouco mais de opções do que Purmamarca, pegamos um ônibus para Tilcara (por volta de 12h, 30 pesos, 1h e 30 viagem), esse ônibus leva muitos moradores e turistas e pára em várias cidades como um circular. Chegamos por volta de 14h num sol escaldante enquanto  Érica aguardava na praça Raoni fazia uma varredura em busca de alguma hospedagem nas imediações, em cerca de uns 50 minutos encontramos uma opção por (700pesos, banheiro, café, wifi) ficamos em  um hostel, simples e  aconchegante.

 

Dia – 05 (Terça) TILCARA; HUMAHUACA

Ainda em Tilcara precisávamos encontrar um passeio para Humahuaca onde está localizado as “Serranias de Hornocal”, não conseguimos vaga partindo de Tilcara, aí bateu aquele desespero né…um dos lugares mais esperados. Nada  estava perdido, procuramos uma agência que fica na saída da cidade, um  cara muito gente boa nos atendeu  (dono da agência), mas ele nos falou que poderíamos tranquilamente ir de ônibus para Humahuaca e que lá acharíamos passeio para nos levar a Hornocal que fica distante da cidade. Pegamos um ônibus em Tilcara por volta de 10h da manhã e chegamos em Humahuaca por volta de 11h40 e nem precisa falar que não dá pra dormir  né, só paisagens lindas, as vezes não parecem reais, tipo tela de descanso do computador rsrsrsrs.

 

Tilcara vista do quarto do hotel

 

Então, não foi nada difícil conseguir o passeio para Hornocal, quando colocamos o pé no terminal rodoviário chegaram dois homens super simpáticos que nos ofereceram o passeio, topamos, depois vieram mais alguns, vimos que o preço era quase o mesmo então ficamos com o primeiro mesmo (150 pesos).

 

O passeio era 12h30, era o tempo de almoçarmos e conhecermos os arredores. Neste vilarejo, existe uma tradição que por sorte e despretensiosamente pudemos acompanhar, é a bênção de “San Francisco Solano” que acontece diariamente 12h na igreja antiga no centro, estava lotado de grupos de turistas de todos os cantos. Encontramos um restaurante bem simpático onde comemos nhoque e suco de laranja, delicia, e ainda compramos umas canecas lindas de cerâmica (artesanato local).

 

Partimos as 12h30 para “Serranias de Hornocal” com um casal de Buenos Aires, muito amáveis, adoramos, fomos como o  Sr. Pancho (abreviação de Franscisco, aqui no Brasil “Chico”) ele faz esse caminho há 40 anos gente!! Muitas conversas, muito aprendizado.

 

Chegando em Hornocal !! que paisagem!! 14 cores incríveis de tirar o fôlego literalmente porque a altitude de mais de 4.000m,judia bastante , tiramos fotos no pico mais alto, mas a foto que a Serrania fica mais evidente é feita em lugar mais abaixo, mas era uma caminhada de 5 minutos, pra subir na volta levava mais uns 30min por causa da altitude. Então acabamos ficando lá em cima mesmo. Mas valeu a pena demais!!

 

Serranias de Hornocal
Serranias de Hornocal

 

Depois de ter feito todo esse passeio pela Quebrada de Humahuaca tínhamos que voltar na quarta-feira para Salta para os passeios ao Sul, fica uma dica, queríamos  ter ido a IRUYA, não deu tempo, então,  não deixem de ir se puderem !! lá é lindo , dá pra ficar em Humauhaca e pegar ônibus para Iruya (80Km), lá se vê os famosos pássaros condores gente!! Parece um lugar de contos.Com certeza pra viagem que estamos planejando de carro na América do Sul vamos pra lá.

 

Voltamos pra Humahuaca, após umas 2h de passeio à Serranias de Hornocal e pegamos o ônibus de volta para Tilcara, para dormimos lá e na quarta pela manhã retornar à Salta nos despedindo assim da “Quebrada de Humahuaca” e então irmos para Cafayate que fica ao Sul de Salta.

 

Hostal Sayana

 

Dia – 06 (Quarta) TILCARA; SALTA

Quarta saímos (por volta 12h) de Tilcara para Salta (180 pesos aproximadamente, 4h viagem). Começa a  bater aquela saudade da Quebrada de Humahuaca, que lugar, quantas pessoas lindas. Chegando em Salta e mais um vez procuramos hotel na hora. Sempre com sorte e também há muitas opções, então é fácil…

 

Chegamos (por volta de 16h), naquele esquema, enquanto a comida é preparada, Raoni conseguiu um hostel e já contratou um passeio para Cafayate em uma agência (600pesos/pessoa). Ficamos em um hostel que vendia alfajor caseiro, gente!! Muito bom.

 

Fomos a noite comer a famosa parrilhada!! Em um restaurante típico. Parrilla é um sistema de grelhas móveis usadas e criadas pelos uruguaios e argentinos para preparar carnes. A “parrillada” são carnes de todo tipo de cortes, altos, baixos, carne bovina, suína, ovino, frango, embutidos, peixes, legumes e verduras preparadas na parrilla. Sempre bem acompanhada pelos vinhos de altitude.

 

Parrillada em Salta

 

Dia – 07 (Quinta) SALTA; CAFAYATE

O passeio para Cafayate começou as 7 da manhã, de Salta até lá são 200km, mas todo percurso é a maior atração. Cafayate é uma cidade que fica na  região de vinhedos e vinícolas!! Faz parte da rota do vinho.  No caminho muitos pontos turísticos encantadores e paisagens impressionantes.

 

Cafayate – Quebrada de Las Conchas

Passamos em um lugar com história e natureza deslumbrante! A Quebrada De Las Conchas (ou Quebrada de Cafayate) ! pelo nome já dá pra perceber o seu significado ! Por incrível que pareça, nessa quebrada ainda é possível encontrar conchas e fósseis de animais marítimos do período do surgimento da cordilheira dos andes, com milhões de anos. Por toda Quebrada se vê muitos pontos de formações de erosões que dão origem a esculturas perfeitas; como “Los Médanos”, “Los Colorados”, “Los Castillos”, “El Obelisco”, “monge o cura franciscano”, “El Sapo”. O “Mirador Tres Cruces” é uma parte muito bonita , onde pode ver todo vale. Daí vem os mais famosos e maiores o “El Anfiteatro” e “La Garganta del Diablo”

 

Caminho para Cafayate Quebrada de las Conchas
Parada para fotos com as lhamas

 

Cafayate – Garganta del Diablo

“La Garganta del Diablo “ é uma formação gigantesca, linda e perigosa. São formações de  Camadas de rocha inclinada a 40 graus com  fraturas da crosta que ocorreram a  100 milhões de anos atrás.

 

La Garganta del Diablo

 

Cafayate – Anfiteatro

El anfiteatro natural!! No coração da Quebrada de las Conchas se encontra o Anfiteatro. É uma formação rochosa, entreaberta, o que ultrapassa vinte metros de altura, surgiu devido ao desgaste pela  água,formando uma grande fenda na encosta e  é um símbolo da reserva e fica a apenas 16 quilômetros de Cafayate. Esses vários processos geológicos resultaram em formas que deram a esse local uma estrutura de excelente acústica!!

 

El anfiteatro natural

 

Cafayate – Vinhos

Bem após todo o passeio na Quebrada de las Conchas chegamos a Cafayate, para conhecer e degustar os vinhos especiais dessa região.

 

Gata Flora

 

Os campos de vinha presentes em volta do povoado foram trazidas pelos espanhóis, tem 1700 metros de altitude, com desfiladeiros surpreendentes Cafayate encanta e merece alguns dias de estadia.

 

Bem, o turismo enólogo é um máximo, você entra na vinícola e um enólogo vai te explicando de forma bem sucinta como é plantada as uvas, qual época é colhida e como é feito em si os diferentes tipos de vinhos, no final do tour começamos a degustação maravilhosa e não tem como não levar pelo menos umas duas garrafas rsrsrs.

 

Pelo clima específico da região é possível produzir vinhos bastante especiais o famoso Torrontés, um branco frutado característico da Argentina e originário de Rioja, em Espanha, de onde entretanto desapareceu. Existem neste momento três tipos, Torrontés Riojano, Sanjuanino e o Mendocino de acordo com as regiões.  Produz também o  Malbec, Cabernet-Sauvignon, Merlot e Tannat.

 

Depois desse passeio retornamos a Salta já eram umas 19h, aí que saudade já começa bater forte, quase o dia de ir embora já pensando na sexta dia em que pegaríamos o voo para Buenos Aires.

 

Dia – 08 (Sexta) SALTA; BUENOS AIRES

Sexta pela manhã fizemos o checkout no hostel as 10h e deixamos as malas, partimos para um city tour por conta própria, pegamos um táxi e fomos ao parque San Martin, onde tem um lago gigante e há bastante verde, lugar bem agradável dá para comprar lembrancinhas e ir no teleférico que leva ao Cerro San Benardo onde se tem uma vista incrível da cidade. Partimos a tarde (por volta de 16h) para Buenos Aires, dormimos mais uma noite lá e na tarde de sábado retornamos ao Brasil.


Este artigo foi escrito por: Érica Ferreira

Érica Ferreira

Érica Ferreira, mineira de São Thomé das Letras-MG, morando em Niterói-RJ, biomédica-neurocientista, mochileira apaixonada por natureza, cultura, esportes, fotografia, gastronomia, isso tudo leva a admirar o mundo e querer viajar para todo canto e ainda tem a sorte de ter uma companhia que ama tudo isso, Raoni Ferreira natural também de São Thomé das Letras, morando em Niterói, Enfermeiro, amante de esportes radicais, praticante do BJJ (Brazilian Jiujitsu), escalador, trilheiro e mochileiro. Juntos colecionam experiências, com uma lista enorme de lugares que ainda desejam conhecer, pessoas para admirar, cultura e natureza para explorar.

Instagram: @erica.cferreira

 



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6 comentários em “Roteiro de 8 dias pelo Norte da Argentina

    • 20 de junho de 2017 em 10:10 pm
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      Obrigada Bernardo! Que bom que gostou!

      Resposta
  • 20 de junho de 2017 em 2:54 pm
    Permalink

    Muito bom o relato! Quero fazer esse roteiro daqui um ano, então será muito útil.
    Se possível, gostaria de fazer duas perguntas:
    1-É uma boa visitar a região em julho?
    2-Qual foi, por cima, o gasto total com os passeios?

    Obrigada

    Resposta
    • 20 de junho de 2017 em 10:56 pm
      Permalink

      Que bom que gostou! Se você gostar de frio vai ser ótimo ir em Julho! O total gasto foi em torno de 5.000 mil, mas contando com Buenos Aires….

      Resposta
  • 9 de março de 2017 em 1:45 am
    Permalink

    Muito legal a viagem e o mais legal é a maneira como reportaram ela. Lugares lindos que devem ser guardados na memória e compartilhados com os amigos.

    Resposta
    • 9 de março de 2017 em 2:18 am
      Permalink

      Que legal que gostou, esperamos que ajude muitas pessoas! 😉

      Resposta

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